As principais distribuidoras  de combustíveis perderam grande valor nos últimos anos com a crise e a redução de consumo da população. A retração do consumo foi ainda pior para os revendedores, que se vêem obrigados a honrarem contratos de volume mesmo com o mercado em forte queda. Diante disso, as principais bandeiras mudaram a estratégia de proteção de sua base de postos bandeirados e entraram forte na briga pelo mercado spot, comercializando para a revenda de combustíveis independente, ou postos bandeira branca.

É difícil entender a estratégia, estão jogando fora relacionamentos que fizeram ao longo de anos com a fidelidade de seus revendedores. As distribuidoras mais tradicionais possuem em alguns estados preços muitos menores que qualquer bandeira branca e a sua revenda paga a conta comprando com preços abusivos, bem mais caros que a concorrência .

Conversei com uma revendedora que paga R$0,22 a mais por litro de gasolina que seu concorrente bandeira branca, que compra da mesma distribuidora. Isso machuca muito, a revendedora sabe que será difícil ser competitiva e cumprir o contrato e com certeza, não irá renová-lo jamais.

Por outro lado o consumidor não entende isso, se o posto independente tem um adesivo na bomba com a marca da distribuidora que ostenta a bandeira de outro posto, presume-se que possuem o mesmo custo, pois trata-se do mesmo produto. Como explicar ao consumidor que esta diferença na bomba ocorre pela diferença de custos? O cliente sempre vai questionar isso.

Ao invés de valorizarem os revendedores que ostentam suas bandeiras e mantê-los competitivos, essas distribuidoras fazem o contrário, cutucam a ferida de seu parceiro. É impressionante como os revendedores estão insatisfeitos com as distribuidoras líderes e é bem provável uma queda brusca de market share, além  de uma perda enorme de valor de mercado.

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